sábado, 23 de julho de 2011

Solidão perdida

  Talvez seja só saudade
  Talvez eu não tenha mesmo esquecido
  Por vezes me acho perdida em memórias intensas de um passado eterno
  Em alguns momentos me sinto atada pelo apego do que não existiu ou foi extinto, mas nem tanto quanto antes
  São dias como esse que me desvirtuam de mim e trazem de volta o vazio já perdido
  Não sinto como antes, nem vejo mais
  A sensação me parece de falta
  Por vezes quero o antes sem me recordar do depois
  Não tenho mais animo e só me resta o pânico de não conseguir viver o que quero e posso
  Preciso de mim como nunca precisei e senti, preciso da minha solidão
  Não consigo simplesmente fechar os olhos e ir mais alem das duvidas
  Me cobro explicações sempre que não posso responder
  Sei que sinto falta do que acalma e acaba
  Sei que hoje não tenho peito pra dizer com tanta certeza assim...

A prova



   Como tantas outras vezes me pego confusa
   Fraquejo diante de duvidas que não deveriam mais existir
   Me controlo, respiro fundo
   Essa vontade me assusta
   Agindo de caso pensado eu tento me enganar de qualquer jeito
   Eu sei exatamente o que finjo não entender
   Abafo pensamentos, destruo sentimentos
   Me ponho a prova, me testo até o fim
   Eu preciso olhar pra mim e sentir que não há mais nada
   Eu preciso saber com meus próprios olhos
   São histórias engarrafadas e minha teimosia sem fim
   Não nego, nem me desapego
   Mirabolantes idéias de autodestruição e minha mente se propõe às mais falsas boas aventuras
   "Não!" - Apenas não posso deixar que seja assim
   Conflitando pavores eu penso tudo e de repente nada
   Não passa...
   Todas as coisas ao mesmo tempo são equívocos e acertos
   Mais uma noite mal dormida, outra censura
   Nos limites da loucura eu beiro o abismo e paro por aí
   Finco meus pés no chão, sem tempo
   Eu só preciso me acalmar...

O primeiro pedaço pela ultima vez


   Suas lágrimas mais sinceras viraram fruto dos gestos mais simplórios 
   Foi como se você soubesse que talvez fosse a ultima vez
   "Você sabe que eu te amo, minha linda" -  Aquilo me matou um pouco mais
   Quase sem fôlego eu te dediquei o meu mais sincero sorriso e mesmo assim eu não consegui falar nada
   Não quero deixar essa dor vir porque me parece tão injusto
   Se tantas vezes alguma coisa fez doer, hoje foi a pior, foi hoje que doeu tanto, foi hoje que eu senti a perda mesmo não tendo perdido
   Me senti impotente por não poder fazer nada, só esperar
   Eu quis voltar no passado, eu quis demonstrar tudo sem poder
   Chorei por não aceitar o tempo, chorei porque o meu amor é incondicional 
   Senti o futuro que me pareceu tão próximo e dolorido, me parte o coração pensar
   Não consigo evitar que doa tanto, nem consigo parar pra idealizar
   É como se você já tivesse ido, mas continua aqui
   Eu olho pra você e você está tão longe e tão triste
   Seus olhos não deixam negar...
   Não se despeça sem partida, não desista sem lutar
   Luta por quem te ama e fica porque quer ficar.

Ao passo da saudade


  A angustia do vazio me pegou de surpresa
  Era falta, era saudade o que eu não sabia
  Levaram embora os meus melhores abraços e tiraram de mim meus mais sinceros sorrisos
  A saudade me acompanha e nem se espanta com meu tão silencioso pranto
  A saudade tem me matado a cada dia...
  Talvez eu só esteja sob demasiada pressão.
  Me senti tão vazia de um carinho próximo e intenso que me deparei sozinha no meio da minha própria insegurança
  Confundi minhas ilusões mais reais com meus sonhos mais impossíveis
  Repensei muitas coisas, mas tudo que eu precisava era do que eu já não queria
  Só o seu carinho cessaria essa angustia, só suas palavras me acalentariam com sutiliza
  Eu não sei o que é, e nem sei o porquê, mas com você aqui tudo fica fácil
  Minhas bases que sustentavam um amor incondicional se desfacelaram feito areia
  Quando você foi, o que fiz concreto virou rio de lágrimas sofridas
  E eu não sei o que aconteceu com o combinado tratado comigo mesma
  Toda aquela certeza do que já não era pra ser, nunca existiu por verdades
  De fato me perco, me enalteço em loucuras que não são minhas
  No desejo de tentar te proteger a qualquer custo eu nego...
  "Se eu peco é na vontade"- Eu penso
  E já não espero... 
  E já não sinto...
  E já nem penso mais.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A mulher em mim

Me canso de pensar em tantas possibilidades
Fazer escolhas dói, doeu tanto que fiquei sem ar, quase me deixei vencer por dúvidas, transbordei em incertezas
Briguei comigo mesma - "E se não for o melhor?"-Pensei
Senti um aperto forte no peito como nunca tinha acontecido
Era uma parte da minha história que eu guardava pra lembrar quando tivesse tempo
E como me doeu abrir esse caminho, como me doeu trancar essas lembranças... Tanto que meus olhos se enchem de lágrimas só em lembrar
Talvez fosse preciso retornar ao começo pra concluir o fim de uma forma inteira
Que fosse verdadeiro em sua essência, que fosse verdadeiro e só
Uma percepção de fatores, quase que repentina, antecedeu o alivio acompanhado de lágrimas enfim
Eu consegui falar e libertar o que restava alí
Me deixei preencher e surpreender pela mulher que vinha de dentro
Era só eu... Cheia de coragem
Talvez nem tivesse me reconhecido, mas deixei que eu fosse em frente e desfrutasse disso
Não tinha tempo a perder... O tempo tinha passado tão depressa...
Já pouco me importava o que eu tinha deixado pra trás...
Agora era a hora de deixar ele entrar.

O seu muito que me é pouco

De repente eu fico angustiada sem saber
Uma dor me atormenta em seu modo quase sutil
Me incomoda e me faz ficar longe... Pensativa demais
Me consome em seu silencio noturno como se tivesse alguma coisa a me dizer
Eu simplesmente não me vejo mais aqui
Cobro explicações pra sei lá o que
Minha cabeça vai a mil
Como lidar ou que fazer?
Essa inquietude não me deixa em paz
Nenhuma resposta...
Questionamentos vem e vão, as palavras somem
Não resolve nada
Me canso de tentar sem nenhum resultado
Inúmeras vezes eu tentei...
Nada.. É só isso
Começo a especular hipóteses
Talvez o muito seja pouco pra mim e o entendimento seja impossível
Eu teria me contentado com um pouco de sinceridade
Mas eu não vou fazer nada
Vou sentar aqui e esperar na minha loucura de querer tudo pra ontem
Eu vou continuar aqui tentando encontrar algum motivo ou uma razão em meio a dúvidas 
Mesmo que eu sinta sua falta a cada segundo e que isso não passe nunca, eu vou ficar aqui tentando descobrir o porquê em vão.

Meu passado presente

Lembranças de um passado, que parece tão recente, vêm a tona
Quase se perdem, quase se esquecem
Eu mal lembraria do seu rosto se não fossem fotos
Mas a sensação é sempre a mesma, os fatos sucintos
Eu critico e volto a criticar, mas as vezes ainda penso em você
Tenho saudade e sinto falta
Muita falta
Sem coragem eu digo pra mim mesma que seria muito despeito voltar a te procurar
Que já está morto e enterrado e tudo que tinha que ser vivido já foi
Eu olho o seu retrato mais uma vez
Lembro, relembro
Luto contra minhas próprias vontades sem qualquer discrição
Surto na minha calmaria fingindo estar tudo bem
Entre sorrisos falsos eu morro um pouco mais
Querendo acreditar que eu me esqueci, finjo que já não lembro
Me atormento em indagações que vem de dentro sem pudor
Me fere a angustia, a saudade de um de amor que talvez nem tenha morrido direito
Quero saber de você a qualquer custo...
Mas as vezes eu me esqueço ou finjo e acho melhor deixar pra lá
Talvez eu saiba que não faz sentido, ou não tenha coragem de ligar
Reajo tendo reação nenhuma porque sei que uma hora vai ter que parar.

Sentir pra si

   Melhor sentir pra si à expor a confusão de pensamentos sem sentido
   Se antes não havia duvidas hoje me ronda a incerteza do mundo
   Eu confiei, eu construí um espaço pra você entrar...
   Tão cedo pra estar perdida e estou presa pelo que não sei
   Me pareceu inútil qualquer tentativa de comunicação
   Eu sei... Eu apenas me deixei errar de novo.

Azar o seu

Sem nenhuma pretensão de acertar, eu tentei de todas as formas que me foram possíveis
Engoli a seco um momento de orgulho ou dois, até mais, esqueci o vazio da perda
Passei por cima de quase todos os códigos meus e te quis
Não me importei, me segurei
Calei por vezes, falei
Falhei ou talvez não
Amei
Talvez só me falte entender porque suas palavras foram tão traidoras
Doeu em mim, só em mim, mentira de quem disser o contrário
A história se repete em sua implacável lástima
Tudo vira lembrança quando não tem mais jeito
Mas eu bato no peito e admito que chorei...
Chorei porque eu estive alí o tempo todo, só eu
Só eu ganhei, só eu perdi
Só eu joguei o seu jogo sem saber
Já me importei mais e agora nem foi tão difícil assim
Mais um arranhão e eu continuo inteira
Azar o seu... Azar o seu, M.
Pensando bem, nem fui eu que perdi tanto assim.

Achados e perdidos

     Todas as coisas me confundem a cada segundo
     E eu mudo de opinião com uma velocidade quase incalculável
     Por assim dizer, não sei o que sinto
     Mas sinto em proporções tão intensas que me assusto
     Estou inquieta e tal inquietude consome todos os meus pensamentos antes ociosos
     Eu refleti durante horas e continuo sem chegar à lugar algum 
     Fechei os olhos e me perdi durante segundos
     Ainda sinto o antes, mas toda a certeza do depois se desfaz sem que eu possa fazer nada
     Foge do meu controle... Foge do meu controle
     Me assombra mais uma vez qualquer medo de não saber o que se quer e ainda assim querer tanto
     Tantas palavras eu calei e nem tentei falar... Foi tudo em vão
     Só fez doer... Só faz doer e não adianta nada
     Eu ainda sinto todos os dias a tal ausência presumida
     Fazia tempo que já nem era mais assim
     Eu paro pela metade e talvez eu só precise pensar mais em mim
     Me perco e me acho... Tanto faço que me despedaço
     Não sei mais o que fazer sobre mim.

Escolha estratégica

Hoje, como poucas vezes e depois de tanto tempo, eu senti necessidade de escrever pra aliviar as dores dos meus pensamentos
Meu coração se contraiu, senti como se estivessem me apertando e me sufocando por dentro
Eu tive vontade de chorar e chorei sem saber se realmente existia um motivo ou se existiam tantos que eu nem sabia mais identificar
"Mariana, você precisa se situar" E estar situada exige coragem e implica dores muito maiores
O pior foi dito e já feito e eu quero manter meu surto de racionalidade até essa fase passar
Não quero me prender em meus próprios cativeiros e nem estar confusa a todo momento
Eu quero poder me olhar no espelho e saber que eu sou realmente eu e que eu continuo alí, inteira e plena, independentemente de qualquer um
Me peguei pensando em novos medos, sentido sensações quase inusitadas por mim, mas já não importava tanto porque o meu único medo real era de que isso fosse embora
Eu já não me importava com o que eles pensavam, eu queria menos, bem menos dessa insanidade
A minha verdade me cobriu de certezas, eu não tive duvidas, era a hora de sair e ir embora sem olhar pra trás, abandonar tudo mesmo, sem pena apesar da dor das conseqüências
Eu me olhei mais uma vez no espelho, vi que já não faltava nada e que eu me sentia tão livre, tão plena...
Era mesmo a hora de tomar posições e fazer escolhas, acabar com isso de uma vez
Estou voltando pra mim com todos os meus pedaços que estiveram espalhados por aí
E eu não me importo.. Eu realmente não me importo.

Impulso proposital

       Foram tantas as coisas que pensei, mais ainda as que senti
       Tentando me esquivar de mim mesma conheci um lado meu que não era evidente
       Alguém que eu não queria ser, que pensava coisas que eu não queria fazer
       Querendo me perder tudo veio a tona
       Eu não me sentia tão eu
       E mergulhei a fundo tentando me reencontrar e dizia pra mim mesma que ia passar
       Era angustia presumida tudo que acontecia na minha vida e o meu mundo parou naquele instante
       Eu respirei fundo e ficou o desespero, veio todo aquele arrependimento quando eu achei que fosse morrer
       Quando a euforia não tomava mais conta o meu subconsciente dizia pra eu pular, me jogar dali, porque nada daquilo fazia mais sentido, que eu já estava tão farta de tudo que foi vivido que nada mais valia a pena
       Um quase impulso... Meu pulso acelerado...
       Foi quando me bloqueei e só me permiti ficar sentada, achei que tivesse outra pessoa dentro de mim
       Escutei minhas próprias vozes ocultas libertadas por um silencio ensurdecedor que vinha de dentro
       Eu me deitei e falei comigo mesma, eu só queria que parasse, eu precisava que parasse
       Não queria pensar, eu não queria mais sentir.

Versos repetidos

Qualquer verso escrito se faz repetitivo quando é saudade tudo que sinto
Se os sintomas são os mesmos e me perco na vontade do seu beijo, o meu coração se aperta na vontade de te ver
Eu sinto a sua falta e a sua falta é tudo o que eu consigo sentir
Se por um segundo eu tento esquecer, eu sento ao lado da minha própria companhia e não consigo pensar em mais nada
É só você que está na minha cabeça, é só você que passa pela minha cabeça
Eu sinto que tudo está desabando
Eu preciso me afastar desses pensamentos e aceitar de uma vez por todas que nada disso é pra mim, que você nunca foi assim e eu inventei tudo
Quando não quero mais jogar, se já não quero acreditar nas mentiras que escutei, era justo que isso parasse
Mas eu disse que te amo e seu silencio não deixou morrer
Se duvidas vem me assombrar e eu sinto uma vontade louca de te procurar, já sei que não resolve nada
Se vai ser sempre a mesma coisa e não vai acontecer nada, você vai me abraçar e sorrir  com aquela mesma cara dizendo pra eu não sumir
E o meu desespero vai aumentar na angustia de te implorar pra deixar ela e voltar pra mim
Se te quero o dia inteiro e lagrimas se fazem fruto do meu anseio, eu não sei mais o que dizer
Esquecer nunca me pareceu tão difícil...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Era vazio


    "Amor" - Foi assim que você chamou por ela
     Doeu pouco, já não sabia o que me levava até alí
     Me recolhi e ri sozinha da situação
     Não pertencia à mim, nada alí era meu
     De tão incomodo não falei nada enquanto todos olhavam pra mim
     Me senti devorada por olhos famintos
     Não se sabia quem estava com quem, ninguém soube me dizer
     Valores perdidos passaram despercebidos
     Sentia-se pouco.. Muito pouco
     Falavam muito e todos fingiam entender
     Faltava muito... Faltava o "tudo"
     Era vazio e só eu vi...
     De verdade era só eu, o restante permaneceu sem mudanças
     Sempre a mesma conversa, o jogo era o mesmo
     Você completava dezenove anos e tudo que tinha crescido parecia representar uma única hora
     E uma hora me pareceu insurpotável naquelas circunstancias
     Fiquei pouco mais de trinta minutos
     Não consegui...
     Foram pouco mais de trinta minutos torturantes que me expulsaram dalí
     De imediato eu não senti nada
     Depois doeu, mas as coisas se mostraram mais claras
     O seu amor era forçado, o "sentir" limitado
     Demorei pra perceber
     Onde eu tinha ido parar? - Me perguntei
     Cada riso de desespero foi meu grito de liberdade
     Eu não me encaixava em nada
     Então, num ato de coragem, levantei...
     Me despedi, entrei no carro, liguei o som e não pensei em mais nada
     Achei que tivesse algo mais importante pra fazer
     Talvez eu precisasse escolher uma roupa pra vestir no natal.

Sinto sentir fraco


   Difícil dizer se estou esquecendo
   Porque sinto, mas sinto sentir fraco
   Se não posso tocá-la logo me afasto quando suas chulas provocações me arrancam, no canto da boca, sorrisos quase invisíveis de uma tortura sutil
   Eu quis te abraçar
   Senti isso de forma tão intensa que foi quase incontrolável
   Entre tantos movimentos me envolvi
   Te enxerguei ou quase me perdi
   Qualquer vontade restante foi vetada por um "não" quando um breve "sim" me impulsionava ao seu encontro
   Mas não sabia se esse "não" se dava em respeito à mim, à você, ou à ela
   E pela primeira vez me permiti não entender nada, já sabia que demoraria muito mais tempo
   Não foi o bastante
   Você me falou tudo aquilo como se fosse banal e eu não esperei nada, só pedi pra esquecer
   Não sabia o que tinha acontecido, não procurei saber
   Me afastei em meus próprios pensamento e recordei o motivo pra eu estar ali
   Eu quis ir embora enquanto você enrolava e parecia querer ficar
   Mas era melhor mesmo que você fosse embora
   Melhor mesmo seria se pudesse levar junto tudo que ficou.

Nenhuma palavra


     Muitas vezes eu sentei sozinha nessa mesma cadeira e tentei escrever
     Num momento de descontração achei que o fato de  não conseguir era sinal de que eu já não sentia mais nada
     Mas todas as vezes que eu levantei de madrugada e fechei os olhos diante da escuridão do meu quarto foi a sua falta que eu senti, que não me deixou pensar em mais nada
     Eu olhei pela minha janela e lembrei...
     A sua voz tão sutil no meu ouvido e agora o seu silencio
     Foi tudo só um sonho...
     E se eu mesma me enalteço em duvidas, me venço na insistência de deixar isso pra lá
     Mas arrumo uma desculpa ou três pra querer te procurar
     Passo em frente a sua casa como fiz tantas outras vezes e qualquer lembrança não se deixou apagar
     Eu não aceitei qualquer explicação, eu não vi nada e esperei ao lado de uma esperança enfraquecida
     Mas você, de fato, nunca me disse uma palavra...

Seu jogo perdido


    Meu peito se encheu de tristeza pelo mais inesperado motivo
    Por um momento eu não soube o que fazer, senti meu coração bater mais fraco
    Tantas coisas me passaram pela cabeça, mas nenhuma se fixou ao pensamento
    Me perguntei e tentei achar respostas pra um "porque?"
    Meus olhos, já cansados de chorar por essa situação, não tomaram um rumo, nem uma direção e eu olhei pra um vazio sem fim
    Cada parte de você, ainda presente em mim, me fez morrer lentamente por dentro como um veneno correndo pelas minha veias já obstruídas
    Tudo pareceu tão longe, tão distante...
    Eu mal podia esperar pelo acontecido, eu mal podia esperar por essa sensação
    Todas aquelas palavras me cortaram sutilmente com um ar de graça e eu sorri o sorriso mais dolorido do mundo
    Ri com vontade de chorar, sorri sem entender
    Guardei, recolhi, me esquivei, excluí e apaguei tudo enquanto meu mundo desmoronava silenciosamente
    Sem me arrepender eu lembrei que eu não teria sido eu se não tivesse depositado até a última gota de esperança
    Burrice minha ter deixado essa esperança escorrer tão devagar pelo meu rosto e se espalhar pelo chão
    Se foi verdadeiro eu nem sei, mas demorou muito tempo
    O fim bateu em minha porta e eu já não posso esperar minhas próprias respostas
    Assim será se tem que ser assim
    E é com os olhos cheios de lágrimas que eu penso "Adeus e até nunca mais" sem te procurar e nem te perguntar porque
    Esse final não foi o meu se foi você quem escolheu, mas me parece tarde pra te falar e passou da hora de querer te esquecer.

Quase verdades


    Poucos minutos de silencio trouxeram uma eternidade de tensão e eu preferi não fazer nada
    Tantas coisas você tinha a me dizer, mas calou, se recolheu em silencio
    Me olhou tantas vezes e pensou, me fez pensar
    Te abracei e me prometi que não falaria nada, me convenci que ia doer menos assim
    Silenciei, quase falei, calei palavras e tentei esconder qualquer coisa de você
    Permaneci e sofri com um sorriso no rosto do primeiro momento até o beijo roubado quase inesperado no final
    Me pediu desculpas mas quase não se arrependeu e concluiu seus pensamentos dizendo que tinha muitos motivos pra não ter feito o que tinha acabado de fazer
    Eu não quis escutar e quase disse que eu tinha apenas um motivo pra fazê-lo e que bastava porque era pleno
    Mas pra que falar se eu já sei que não resolve nada?
    Meras palavras não iam dizer se você não conseguiu sentir
    E dessa historia eu já quase sei a continuação...
    É quase triste, quase feliz, é quase mentira então
    Me roubou mais um beijo e eu não consegui fazer nada
    Me olhou mais uma vez e abriu a porta do meu carro com cara de "até qualquer dia"...
    Como se fosse fácil pra mim fingir que nada aconteceu...
    Quando você saiu eu quase te segurei e pedi pra você ficar mais um pouco, quase chorei, mas deixei você ir por ter lembrado que é mesmo assim, momentos distintos com finais quase iguais, quase inícios, ou meios, ou mesmo fins
    São quase verdades ou quase ilusões por fim.

Atitudes fragmentadas


   Minha atenção é desviada por qualquer pensamento ligado a você
   Tenho medo e me prejudico
   Eu não consigo pensar nada...
   Eu nunca impus limites e era tão pouco o que eu queria..
   E apesar de querer isso até o ultimo momento, fico cansada só em lembrar o quão fragmentada você se dá
   Eu queria tanto, L. ... Tanto...
   Mas sinto você escorregar pelos meus braços toda vez que eu tento chegar mais perto
   Pra mim significa muito e pra você são só palavras sem clamor
   Quando eu estendo as minhas mãos você até segura, mas logo as solta deixando-as vazias
   Tudo parece se desfazer por suas atitudes...
   Não posso lidar com isso porque pra mim não são só palavras
   Dói demais ter que seguir sem saber pra onde
   E você sempre me fez perder o rumo e foi tão rápido dessa vez...
   Lagrimas e desespero me levam ao impensado e desde sempre, querendo sair, eu quero ficar
   Me iludo mais uma vez e sabendo disso eu prossigo nas suas sombras
   Mas se você não pode mudar, eu não posso querer te amar assim
   Tudo terá sido em vão...

Equívocos veemêntes

Em cada passo marcado me perco em acertos errados, equívocos admiráveis
E não há nada mais que a minha veemência de persistir em erros
Palavras vazias na exatidão desse anseio, nunca antes faladas
Desejo meu, sem sentido, nos braços do desconhecido onde palavras foram ditas demais e me enalteceram com tudo aquilo que sempre quis escutar
O que mesmo assim parecia tanto se esvaía em cada lagrima não derramada dos olhos que afirmam que nada é o que parece ser
Em cada duvida o desespero do meu olhar vazio e sem rumo...
Eu me lembro e esqueço com tamanha facilidade na covardia que me rodeia em cada sensação repentina de falta, de perda, de medo...
Não sei mesmo como me portar diante de tudo isso e a teimosia dos meus pensamentos; “Eu gosto tanto de você... Como te deixar sem saber nada? Como seguir sem saber nada também?”.

Saudade do que nunca existiu


    Os melhores beijos do mundo não seriam comparados aos meus e aos seus juntos
    O encaixe perfeito de delicadeza e voracidade refletia cada momento de devoção ao que se sentia, a entrega
    Outras bocas não me satisfazem mais
    Nenhum olhar me fazem sorrir como o seu
    Cada toque é vazio e eu não sinto...
    Se só penso em você não tem jeito
    Em qualquer lugar eu sinto a sua falta e me seguro pra não te dizer o que poderia não fazer mais sentido
    Mas eu não posso esperar pelo que não sei e parece cada vez mais difícil não me deixar influenciar pelo meu coração
    Sua confusão é tão clara e tantos avisos já me foram dados.
    Não sei que facilidade é essa de me enganar, de fazer tudo errado e me machucar trezentas vezes esquecendo todo o mau que você me faz
    Se hoje me pego diante de lágrimas não sei se a culpa é sua ou minha
    Mais uma vez me sinto fraca e me lembro o quanto é difícil ter que deixar ir o que não se quer deixar ir
    Qualquer memória faz doer...
    É impossível não sentir nada mesmo sabendo que não vale a pena, que não vai valer
    Se seus olhos não encontram mais os meus, se sua boca não deseja mais a minha, se suas mãos se perdem em outros corpos se não o meu, foi só isso que restou, foi só tristeza o que sobrou demais
    E se a escolha desse final foi muito mais minha, hoje me pareceu que foi muito mais sua...
    Por doer demais em mim, por você nunca aparentar nada e ficar por assim dizer
    O final que não teve fim é tudo que ainda trago em mim, e uma saudade imensa do que pode nunca ter existido pra você, mas esteve e está aqui, cada dia mais presente em mim

Confusão e sanidade


    No ápice da minha sanidade eu decido que é melhor não te ver mais
    Talvez eu seja covarde em não te dizer que eu sei o que é melhor pra mim, mas simplesmente as vezes nem eu não acredito...
    É difícil pra mim ter que falar o que não quero mesmo sabendo que vai ser melhor assim pra todo mundo...
    Hipocrisia minha negar que te quero a cada segundo
    Porque eu gosto de estar com você, eu quero estar com você.
    Por isso o silencio, me calo diante de tantas incertezas...
    É tudo muito confuso, tem sido assim...
    Nada que passa pela minha cabeça parece claro o bastante para exposição...
    Nenhuma idéia deixa resquícios de exatidão
    E não é por medo de me machucar que não digo... Há muito tempo eu perdi esse medo.
    Eu já pensei tanto, tanto, que senti meu coração se romper em dúvidas em cada palavra...
    Não restou nenhuma paciência...
    Você diz que gosta de mim, mas de que adianta se eu não posso te bastar e se você não consegue se entregar?
    Gostar de você não resolve nada
    Dizer que gosta de mim não resolve nada também
    Eu preciso que você enxergue isso de uma outra forma...
    E embora eu tenha feito de tudo pra que isso acontecesse, não obtive nenhuma resposta...
    E é isso que me dói... E é isso que eu sinto agora
    É muita insegurança e são tantos jogos...
    A maturidade é escassa.
    Eu fico sem saber onde estou pisando e o meu desespero é justamente não saber
    Eu odeio não saber de nada, odeio não entender nada que me é dado...
    Se eu chego à alguma conclusão ela logo se desfaz por pensamentos que tento deixar de lado.
    Do mesmo modo que você não consegue me deixar pra trás eu também não consigo... Mas até quando?
    Até quando?
    Você diz que precisa saber o quanto eu quero isso, mas já não esteve tão claro?
    Você se confunde em ilusões que nunca te dei...  E parece que quer se confundir...
    Sua confusão acaba se tornando minha também e eu não sei o que fazer com tantas perguntas
    Fico perdida quando você não consegue me sentir da maneira que te sinto e se limita a tão pouco
    Eu quero estar com você, mas eu preciso que você queira mais estar comigo.

Buscas opostas


    Sei lá, não sei o que me deu, mas digo pra mim mesma que não posso compartilhar disso quando não entendo nada que vem dessa situação.
    Eu já sinto a dor dessas palavras, cada virgula..
    E percebo que o que te dei não foi recíproco, não é recíproco
    Que buscamos coisas diferentes...
    Que enquanto eu mergulhei de cabeça você ficou do lado de fora pra ver se a água era fria ou não
    E digo que me decepcionei em saber, mas não consegui chorar
    E não te odeio por ter feito o que fez, na verdade isso não influenciou em nada
    Mas dói saber que não te bastei como você me bastava
    Que você quis outros carinhos, outros beijos, outras palavras.
    Tudo que eu te disse continua vivo em mim, mas eu quero me dar esse tempo
    Mesmo que vá doer lembrar de você dizendo suas "ultimas" palavras à mim
    "Eu gosto muito de você, juro... Mais até do que eu pensava"
    E dói, já doía antes...
    Doía não saber o que pensar e o que seria dessa situação toda
    E doeu quando te abracei, quando beijei a sua mão.
    Se metade de mim quer ficar a outra metade precisa ir embora
    E eu vou me dar esse tempo... E eu quero te dar esse tempo também
    Só não queria que você pensasse que tudo que eu te disse foi mentira, porque não foi
    Ainda gosto muito de você, mesmo...
    Mas agora, mais do que nunca, eu só não sei o que pensar.

Meu eu refletido


    Essa nova imagem de mim, essa nova mulher em mim, me fazem sentir a cada dia o gosto de ser eu, somente eu e mais ninguém...
    E eu me empanturro de mim todos os dias, transbordo de mim.
    Idolatrar essa emoção, viver isso...
    Estar em contato com cada parte do meu corpo na minha mais absoluta e singela solidão...
    Indispensável solidão que não me abandona mais
    Solidão que me deita tão sutilmente em seu leito e me aconchega nos seus braços me acolhendo, sempre quando eu quero, sempre quando eu desejo.
    Querida solidão que preciso e que almejo.... Me fazendo livre, minha única paixão, minha única vaidade.
    E tão notáveis diferenças agora ...
    Aquele reflexo, que insistia em dizer que era o meu, hoje já não se vê mais
    Em meu pulso o equilíbrio pulsa
    Que agora está preso a mim pra toda a eternidade do meu viver, até o ultimo suspiro da minha alma.
    Sempre.

O pouco do que eu queria;


   A amizade que escorre entre os dedos nesse mar de ilusões
   E esse amor já derramado...
   O tudo que foi pouco e que fez tamanho mal
   O tempo desperdiçado.. Perdido em vão.
   Do muito que aprendi, o pouco que já não quero
   Saboreie essa liberdade que me afaga; Silencio que há em mim
   Minha mais doce vingança correndo pelas veias
   O céu azul que ronda minha cabeça enfim
   O muito do pouco sentimento ainda presente é tudo o que sei
   Esse novo mundo que me afasta
   A pura verdade sobre suas mentiras
   O caminho mais bonito da sua inexistência
   Essa ausência de saudade em mim