sábado, 23 de julho de 2011

A prova



   Como tantas outras vezes me pego confusa
   Fraquejo diante de duvidas que não deveriam mais existir
   Me controlo, respiro fundo
   Essa vontade me assusta
   Agindo de caso pensado eu tento me enganar de qualquer jeito
   Eu sei exatamente o que finjo não entender
   Abafo pensamentos, destruo sentimentos
   Me ponho a prova, me testo até o fim
   Eu preciso olhar pra mim e sentir que não há mais nada
   Eu preciso saber com meus próprios olhos
   São histórias engarrafadas e minha teimosia sem fim
   Não nego, nem me desapego
   Mirabolantes idéias de autodestruição e minha mente se propõe às mais falsas boas aventuras
   "Não!" - Apenas não posso deixar que seja assim
   Conflitando pavores eu penso tudo e de repente nada
   Não passa...
   Todas as coisas ao mesmo tempo são equívocos e acertos
   Mais uma noite mal dormida, outra censura
   Nos limites da loucura eu beiro o abismo e paro por aí
   Finco meus pés no chão, sem tempo
   Eu só preciso me acalmar...

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