segunda-feira, 18 de julho de 2011

Era vazio


    "Amor" - Foi assim que você chamou por ela
     Doeu pouco, já não sabia o que me levava até alí
     Me recolhi e ri sozinha da situação
     Não pertencia à mim, nada alí era meu
     De tão incomodo não falei nada enquanto todos olhavam pra mim
     Me senti devorada por olhos famintos
     Não se sabia quem estava com quem, ninguém soube me dizer
     Valores perdidos passaram despercebidos
     Sentia-se pouco.. Muito pouco
     Falavam muito e todos fingiam entender
     Faltava muito... Faltava o "tudo"
     Era vazio e só eu vi...
     De verdade era só eu, o restante permaneceu sem mudanças
     Sempre a mesma conversa, o jogo era o mesmo
     Você completava dezenove anos e tudo que tinha crescido parecia representar uma única hora
     E uma hora me pareceu insurpotável naquelas circunstancias
     Fiquei pouco mais de trinta minutos
     Não consegui...
     Foram pouco mais de trinta minutos torturantes que me expulsaram dalí
     De imediato eu não senti nada
     Depois doeu, mas as coisas se mostraram mais claras
     O seu amor era forçado, o "sentir" limitado
     Demorei pra perceber
     Onde eu tinha ido parar? - Me perguntei
     Cada riso de desespero foi meu grito de liberdade
     Eu não me encaixava em nada
     Então, num ato de coragem, levantei...
     Me despedi, entrei no carro, liguei o som e não pensei em mais nada
     Achei que tivesse algo mais importante pra fazer
     Talvez eu precisasse escolher uma roupa pra vestir no natal.

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