"Amor" - Foi assim que você chamou por ela
Doeu pouco, já não sabia o que me levava até alí
Me recolhi e ri sozinha da situação
Não pertencia à mim, nada alí era meu
De tão incomodo não falei nada enquanto todos olhavam pra mim
Me senti devorada por olhos famintos
Não se sabia quem estava com quem, ninguém soube me dizer
Valores perdidos passaram despercebidos
Sentia-se pouco.. Muito pouco
Falavam muito e todos fingiam entender
Faltava muito... Faltava o "tudo"
Era vazio e só eu vi...
De verdade era só eu, o restante permaneceu sem mudanças
Sempre a mesma conversa, o jogo era o mesmo
Você completava dezenove anos e tudo que tinha crescido parecia representar uma única hora
E uma hora me pareceu insurpotável naquelas circunstancias
Fiquei pouco mais de trinta minutos
Não consegui...
Foram pouco mais de trinta minutos torturantes que me expulsaram dalí
De imediato eu não senti nada
Depois doeu, mas as coisas se mostraram mais claras
O seu amor era forçado, o "sentir" limitado
Demorei pra perceber
Onde eu tinha ido parar? - Me perguntei
Cada riso de desespero foi meu grito de liberdade
Eu não me encaixava em nada
Então, num ato de coragem, levantei...
Me despedi, entrei no carro, liguei o som e não pensei em mais nada
Achei que tivesse algo mais importante pra fazer
Talvez eu precisasse escolher uma roupa pra vestir no natal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário