segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nenhuma palavra


     Muitas vezes eu sentei sozinha nessa mesma cadeira e tentei escrever
     Num momento de descontração achei que o fato de  não conseguir era sinal de que eu já não sentia mais nada
     Mas todas as vezes que eu levantei de madrugada e fechei os olhos diante da escuridão do meu quarto foi a sua falta que eu senti, que não me deixou pensar em mais nada
     Eu olhei pela minha janela e lembrei...
     A sua voz tão sutil no meu ouvido e agora o seu silencio
     Foi tudo só um sonho...
     E se eu mesma me enalteço em duvidas, me venço na insistência de deixar isso pra lá
     Mas arrumo uma desculpa ou três pra querer te procurar
     Passo em frente a sua casa como fiz tantas outras vezes e qualquer lembrança não se deixou apagar
     Eu não aceitei qualquer explicação, eu não vi nada e esperei ao lado de uma esperança enfraquecida
     Mas você, de fato, nunca me disse uma palavra...

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